Discriminação, dupla entrada, ou modernidade?
No HC, paciente com plano de saúde é VIP (da Folha On Line)
Enquanto os clientes com convênios médicos são rapidamente atendidos, os pacientes do SUS enfrentam filas Anúncio de que hospital quadruplicará serviços prestados a convênios preocupa pessoas que não têm plano de saúde LAURA CAPRIGLIONE DE SÃO PAULO
LUCCA ROSSI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Você chega por uma alameda arborizada, entra em um prédio limpo, bem iluminado, com funcionárias gentis em uniformes impecáveis. Sentado em confortável cadeira anatômica, você olha para a figueira secular em um jardim interno decorado em estilo oriental. Com atraso de 25 minutos, o médico, um professor da prestigiosa Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, chama-o para a consulta. Não, não se trata do hospital Sírio-Libanês, do Albert Einstein ou congênere. O hospital top de linha descrito é o símbolo da medicina pública paulista, o Hospital das Clínicas, na zona oeste de SP. Esse pedaço do HC, na rua Doutor Ovidio Pires de Campos, atende a doentes com planos de saúde. Na fachada do prédio, lê-se: "Central de Convênios". Ali não é lugar para gratuidades. Na porta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, que fica na mesma rua da Central de Convênios, acontece o seguinte diálogo: "Eu gostaria de passar por uma consulta. Dor na coluna." A moça na portaria indaga: "Onde a senhora mora?". "Pinheiros." "Tem encaminhamento? Passou pela UBS [posto de saúde] antes? Não? Então não tem jeito. Sem encaminhamento, não tem como ser atendido." "Mas não tem atendimento para plano de saúde?" "A senhora tem plano? Por que não disse antes? É só subir ao primeiro andar." Dez minutos depois, a paciente sai do prédio com a consulta marcada para o dia 1º de junho, às 14h30, em um ambulatório que serve exclusivamente aos convênios. No setor destinado ao SUS (térreo do mesmo prédio), lotado na quinta-feira, a paciente I., desempregada, 60 anos, portadora de múltiplos tumores ósseos, é uma entre mais de cem pessoas a esperar sua consulta. I. conta que já teve de aguardar um ano por uma ressonância magnética. Resultado do exame nas mãos, esperou mais seis meses pela consulta. No setor de convênios, tudo voa. A paciente pergunta ao atendente quanto tempo teria de esperar entre uma indicação de cirurgia e a operação propriamente dita. Resposta: "No máximo, 15 dias." Os pacientes SUS estão apreensivos com o anúncio feito pelo superintendente do HC, Marcos Fumio Koyama, de que quadruplicará nos próximos quatro anos o número de serviços prestados a convênios. Hoje, 3% dos atendimentos são vendidos aos planos. A previsão é atingir 12%. Para a enfermeira aposentada M., 60, com diverticulite (inflamação na alça do intestino), "os planos de saúde já dispõem de mordomias demais no HC. Não é justo pacientes que só contam com o SUS terem de esperar enquanto doentes com convênios, com todas as opções que têm, passam na frente". A Folha testou, na última terça-feira, os prazos para marcação de consultas no setor de convênios. Dor no joelho? Consulta dali a três dias. Ansiedade? Consulta com psiquiatra geral seis dias depois. Uma tomografia de tórax? O Instituto de Radiologia providencia em três dias.
Escrito por Matheus Mata às 10h55
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Dilma Presidente
A todos os preconceituosos, inclusive aqueles que se beneficiaram da política do geverno lula, não os dos Bolsa Família, mas aqueles empresários que ganharam muito com a política desenvolvimentista. Aos preconceituosos que não suportam ver os pobres circulando no mesmo espaço dos "cheirosos"... A todos aqueles que acham que Dilma não segurá a política de Lula, mas que inacreditavelmente, achavam que Serra o faria... A todos vocês, pessoas que não melhoraram nem pioraram sua condição de vida, mas se doeram com a saída de 13 milhões de pessoas da linha da pobreza, a todos vocês: MEUS PÊSAMES. O Brasil é outro. Felizmente trilha o caminho da justiça social, algo tão caro a neoliberalistas, cujos lucros se baseiam na exploração de uma mão de obra barata... e que com o bolsa família não oferece sua força laboral por qualquer trocado. Um abraço a todos vocês, se roam, se doam, e sintam aquele aperto da derrota... pior: a derrota para analfabetos explorados, esses mesmos que começaram a acordar de 500 anos de um profundo pesadelo.
Escrito por Matheus Mata às 00h01
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TEORIA NÃO É PRÁTICA, POIS A TEORIA NÃO SE PRATICA

Alguém sabe o porquê da disputa por títulos e o regozijo de ser “mais” que o outro? Queria entender por que doutor é “mais” que mestre que é “mais” que especialista que, por sua vez, é mais que um reles graduado... Às vezes essas pessoas podem ser compreendidas se tomarmos os valores individualistas que ruminamos nessa controvertida “sociedade atual”. Mas não imagino pessoas que entendem a merda que é essa sociedade e reproduz as mesmas coisas. Seja docente das ciências sociais, de história ou da saúde COLETIVA, sempre tem aqueles babacas que não perdem a oportunidade de falar nos espaços acadêmicos, só para dizer quem ele é (ou tem?). São uns verdadeiros narcisos que gozam com sua própria imagem. Não foi nenhum deles que criou a frase “só sei que nada sei”, não não! Eles não fariam isso, eles sabem tudo! Acham que um nome numa maldita revista “científica” é motivo de se sentir superior.
Não tem o que falar fica calado!!!
Não é porque você é mestre que tem que falar não, se não tem o que falar se cala!!!!
São tão bitolados que para começar a falar traçam todo o seu caminho acadêmico para tentar impor respeito ao(s) interlocutor(es), e, só então, despejam baboseiras que tentam fazer ligação com a conversa, mas que no fundo não dizem nada. Sua teoria foge completamente da prática, na verdade não entendem nada do social, são ventríloquos que não saem do colo da mãe universidade. O que ele diz e estuda não deve se confundir com sua prática fora dos livros, não deve misturar o “ser” teórico com o “ser” pai, vizinho, cidadão, educador... são coisas diferentes... hipócritas!!!
A academia é igual a uma Igreja Universal, os babacas se deixam levar por seus “encantamentos”, já os inteligentes aproveitam para ganhar com isso (nesse último se ganha dinheiro, no último conhecimento amplo e livre acesso por mérito do que se é, e não pelos seus títulos).
Cada vez mais me convenço de que os humildes podem não saber nada, mas procuram sempre aprender mais. Já os narcisos, embarcam profundamente no seu “eu” para gozar de títulos, e acabam sem aprender o resto das coisas... se tornam pessoas insuportáveis, para falar a verdade.
Escrito por Matheus Mata às 13h59
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DE UM LADO ESSE CARNAVAL, DE OUTRO...
Pouco antes das 7 da manhã subo no ônibus em direção ao Hospital Universitário. A mesma rotina de segunda a sexta-feira, sempre esperando o transporte que vai pelo caminho mais longo e demorado, mas por outro lado, sempre tem um assento sobre o qual faço minhas leituras ou mesmo mato o sono que não foi bem aproveitado durante a noite.
Já no ponto de parada, muitas pessoas se aglomeram esperando seu único meio de transporte para o trabalho ou mesmo para a escola. Muitos deles fardados, revelando aos seus vizinhos mais distantes o seu local de trabalho. São eles, talvez, a maioria da população de um bairro periférico, que fazem seu êxodo diário para realizar suas obrigações laborais ou escolares. Poucos os usuários de automóveis próprios, poucos os que são patrões. Uma imensa massa de assalariados. Levanto meu olhar sobre eles como um irmão que não se aquieta com os caminhos que o outro tomou. Uma família imensa que tem o mesmo “destino”. O mesmo cruel, e ao mesmo tempo confortante, caminho que a maioria trilha na busca da sobrevivência. Muitos deles não sabem nem quem são seus patrões, até porque muitos deles não tem acesso a todos os meios de comunicação (jornais ecritos... é luxo!!!) e às colunas sociais nas quais estes sempre estampam seus sorrisos brancos e dissimulados. Mas aqueles oferecem toda a sua força de trabalho, para no fim do mês poder pagar as contas de casa, e dar a estes toda a sua “mais-valia”, todo o seu suor. Talvez o pior dessa situação seja pensar que muitos destes assalariados são jovens que não tiveram chance de estudar em boa escola, ou os que tiveram, perderam na satisfação de possuir corpos esculturados em horas de academia, ou mesmo em se abster de refletir frente à horas de programação televisiva-oclusiva. Aos que passaram dos trinta, talvez o dinheiro do fim do mês não pague a escola particular dos filhos, talvez suas crias estejam fadadas ao mesmo destino da maioria da minha vizinhança, que é o de oferecer toda a sua força laboral e suas aviltantes horas semanais de trabalho a uma minoria que se entope de dinheiro e futilidades oferecidas pela sociedade de consumo em que insistimos em viver.
Não sei até quando esse ciclo vai se repetir, mas ver meus semelhantes em tamanha desvantagem social me faz indignar, me faz sentir vontade de acordar cada sonâmbulo que encontro nas manhãs dos coletivos. Mas eles são tantos e o poder que os mantém resignados é tão mais forte e onipotente, que às vezes penso que estou em um pesadelo horrível, e quem deve acordar sou eu mesmo!
Escrito por Matheus Mata às 15h59
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A MÍDIA E OS ADOLESCENTES PRESOS

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Segundo o Programa de Segurança Pública do governo, os gastos com presos no País - média de R$ 800,00 por mês -"tornam-se chocantes quando comparados com o custo de um aluno em uma escola pública". O que foi gasto com Beira-mar daria para manter 5.733 crianças em salas de aula, para construir um pequeno conjunto habitacional com 106 casas de um quarto ou 61 residências com dois dormitórios. (Diário Catarinense)
Comparar os custos de presos e prisões com aqueles de manutenção de alunos em escolas, (um preso custa no país, em média, o equivalente ao custo de 16 alunos em programas de alfabetização), de construção de casas populares(em Brasília uma casa popular construída em regime de mutirão custa a quarta parte do que custa uma cela em unidade de segurança média!) é vital. (Sistema Penitenciário. Julita Lemgruber. Artigo extraído de http://www.segurancahumana.org.br/susp/nacional/susp_arquitetura.htm)
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Bombardeio de informações sobre violência cometidas por adolescentes invadem minha TV, os portais on-line e os jornais impressos nos últimos dias. Novamente inicia-se uma discussão sobre a redução da maioridade penal. Crimes hediondos cometidos por adolescentes de 16 anos (e até menos) são estampados antes de qualquer discussão, é a técnica da sensibilização, quem não seria a favor da redução?
À sociedade novamente é imposto o medo como argumento final, alguém consegue raciocinar com medo? Alguém se permite refletir mais profundamente quando a mídia impõe algo? Quero aqui fazer reflexões... Alguém ainda não acredita que educação, acesso ao trabalho, diminuição de desigualdades, lazer e esporte diminuem a criminalidade? Deixemos de lado o medo imposto pela mídia, pelo menos nesse minuto. É quase clichê, não é? Alguém aí pode me dizer se tem espaço em delegacia ou presídio para mais gente? Aliás, não podemos nem falar em “gente” quando a situação de “delegacias-presídios” e presídios não é justa nem para animais violentos. E não me venha falar que “eles” merecem porque o pobre que roubou uma farmácia (talvez R$ 800,00) está dividindo 3m2 com mais uns 15, enquanto o juiz Nicolau (160 milhões roubados), quando está preso, está em cela especial, ou mesmo na sua “humilde” casa.
Falar em diminuição da maioridade penal, sem antes dicutir profundamente os rumos da educação e da diminuição da desigualdade social para mim se trona DISCURSO VAZIO. Colocar mais um bocado de jovens dentro de chiqueiros-ruins-pra-porcos não é solução. Muitas são as celas onde cidadãos que cometeram delitos leves estão convivendo com assassinos e traficantes, em um ambiente favorável não à reabilitação do cidadão, mas a sua especialização no crime. Para falar a verdade não sou contra a diminuição da maioridade penal para os 16 anos (não menos, pelo amor de Deus!!), mas discutir isso nesse momento é dar vozes ao medo imposto pela mídia, que encobre o verdadeiro buraco, que está mais em baixo. Por que ninguém vai na raiz dos problemas educacionais do país? Por que lazer não existe para os pobres? Por que emprego tá difícil e os donos de bancos batem seguidos recordes de lucro?
Por fim, quero dizer que a TV não me engana, os jornais não me enganam. Quando começarem a discutir os reais problemas da sociedade brasileira e não ficar impondo medo, aí sim poderemos falar em redução da maioridade penal. Discutir isso agora é tentar empurrar a sujeira para debaixo do tapete, é tornar a invisibilidade social em cegueira (com o agente causal MEDO).
Escrito por Matheus Mata às 14h05
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ALGUÉM AÍ TEM AMIGO???
Uma das principais lições que aprendi lendo o livro “O pequeno príncipe” foi que “você é responsável por tudo aquilo que cativa.” Comento sobre essa frase para dizer que nessa minha curta vida pude fazer inúmeras amizades, mesmo quando muitos diziam que amigos de verdade não existem. Existem sim! E você consegue amigos de acordo com o que cativa. Se você cultiva sinceridade, simplicidade, honestidade e amor pode ter certeza que ao seu redor você atrairá pessoas com essa característica. Claro que você não estará isento de conviver com pessoas indesejáveis, mas elas estarão em número insuficiente para transformar sua vida num inferno. Talvez esse texto soe meio “auto-ajuda”, mas não é essa a intenção, até porque não gosto dessas coisas. Mas na verdade, gostaria de expressar a minha grande alegria de ter verdadeiros amigos na vida. Dentro e fora da família. Pessoas que conseguem me fazer enxergar com mais clareza que o mundo tem conserto, porque tá cheio de gente boa por aí!!!
Escrito por Matheus Mata às 20h13
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UM RITMO DIFERENTE
Quer fazer um "forró" novo? Cite as palavras CABARÉ, RAPARIGA, CACHAÇA e DESMANTELADO, lembrando que essas palavras não precisam estar em contexto dentro da música, nem muito menos fazer sentido; depois, retire o que ainda restar de sanfona das músicas, deixe só teclado, guitarra e outros eletrônicos... se puder tire o triângulo e a zabumba também.
Para fazer isso virar sucesso, basta pagar bem às rádios comerciais e pronto!! Eis um novo sucesso do "forró"!!
Esse tipo de coisa só faz enfraquecer nossas raízes, nossas verdadeiras raízes... além disso faz nosso Luiz Gonzaga se remexer todo no seu túmulo, mas não por causa do novo ritmo, tenham certeza!
 
Escrito por Matheus Mata às 16h49
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E NÓS? ASSISTIMOS DE CAMAROTE O BLOCO DA VERGONHA PASSAR!!!!!
Líderes partidários da Câmara e do Senado fecharam um acordo hoje para reajustar os salários dos deputados e senadores. Após o encontro, o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), confirmou que o Congresso deve equiparar o salário dos parlamentares aos vencimentos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 24.500.
ANDREZA MATAIS da Folha Online, em Brasília
Vi e ouvi uma entrevista de um deputado dizendo que seria justo sim a equiparação dos salários de senadores e deputados com os dos ministros do judiciário. Perguntei-me por que em vez de se comparar com tais ministros eles não deveriam querer equiparar seus salários com o da maioria do povo brasileiro? Essa massa incontável que sobrevive com 1 salário mínimo (e muitas vezes menos que isso). Mas, claro, que todo mundo almeja o máximo, quer sempre o melhor. Imagine DEPUTADOS e SENADORES, esses incansáveis batalhadores dos anseios do povo, ganharem 1 salário mínimo... igual o que ganha a escória da sociedade brasileira?! Essa mesma que os elege. Não, não! Eles não merecem tamanha maldade! Eles merecem ganhar o TETO, mamar nas TETAS, e “brigar” por um aumento do mínimo em 17 reais! Ou seria R$ 25? Difícil decisão para os nossos fiéis representantes.
Escrito por Matheus Mata às 14h57
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IN-JUSTIÇA
Injustiça Social, talvez o principal problema da “democracia” brasileira. Como resolver o problema? Aumentar o salário dos profissionais do judiciário? A maior contradição... Que injusta justiça! Aumentar seus gordos salários enquanto um terço do país vive na miséria. Ou devemos achar que a desigualdade social não é uma injustiça?
Aumentar o salário mínimo não pode porque vai inchar as folhas de pagamento, mas para os que fazem a “justiça” aí pode!!!
A seguir um resuminho do que eu encontrei na internet, pela Agência Estado:
“Dados oficiais do governo norte-americano cruzados com os brasileiros mostram que o salário da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, é 79% maior do que o do seu par nos Estados Unidos, o chefe da Suprema Corte.
Em 2005, de acordo com as estatísticas americanas, o chefe da Suprema Corte recebeu uma remuneração anual de US$ 205,1 mil. No Brasil, o salário básico da ministra Ellen Gracie vale US$ 296,6 mil (ou R$ 326,6 mil convertidos pela paridade do poder do real em relação ao dólar). Com o aumento de 5% previsto para o próximo dia 1º de janeiro e a criação do jetom de R$ 5.865 pela participação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ellen passará a receber uma remuneração de US$ 367,5 mil (ou R$ 404,7 mil anuais) - sem contar outras vantagens, como auxílio-moradia e alimentação.
O juiz federal recém concursado no Brasil, por exemplo, vai ganhar R$ 20.953,17 mensais a partir de janeiro, o que equivale a US$ 253,7 mil anuais. Nos EUA, os juízes federais com jurisdição limitada recebem US$ 146,9 mil - ambos valores ajustados pelo poder de compra, de acordo com critério recomendado pelos organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A paridade do poder de compra do real em relação ao dólar permite comparar valores expressos em diferentes moedas de acordo com o custo de vida de cada País. O custo de vida do Brasil, por exemplo, é cerca de duas vezes menor do que o americano, por essa metodologia. Ou seja, um dólar no Brasil compra duas vezes mais do que nos Estados Unidos, em média.
Per capita
Uma outra forma de verificar a discrepância salarial, é comparar o salário dos magistrados no Brasil e nos Estados Unidos com as respectivas rendas per capita dos dois países. Nessa comparação, os juízes americanos ganham apenas cinco vezes mais do que a renda média dos seus compatriotas, enquanto aqui essa diferença chega a 43 vezes.
A autonomia dos Poderes impede que o governo federal atue no sentido de reduzir as desigualdades. Nos últimos anos, o governo tem estado refém dos projetos enviados ao Congresso pelo Judiciário e o Ministério Público. Agora, por exemplo, os magistrados estão reivindicando um aumento de 5% nos vencimentos, o que elevaria o teto federal de R$ 24.500 para R$ 25.725. Além disso, o STF está propondo a criação de um jetom de R$ 5.865 mensais para os membros do tribunal que também participam do CNJ.”
É mole?
Escrito por Matheus Mata às 15h47
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ESTRANHA MANIA DE TORCER!
Tento me afastar do futebol... muita coisa errada, muito dinheiro sujo envolvido e pouco amor pelo time que se joga. Maldita hora em que me encaminho para o estádio, apesar de sofrer silenciosamente ao som do rádio ou das notícias de jornais. Não sou torcedor exemplar, não vou a todos os jogos, mas basta assistir a um único jogo no Machadão que minha paixão, tão fácil de aflorar, vem à tona. É pobre abraçando rico, é uma emoção que só o futebol pode realizar, uma desigualdade igualmente distribuída entre os apaixonados abastados e a maioria assalariada. Não consigo deixar de me apaixonar, nunca!! E não é dessa vez que meu coração esmoreceria. Ai, meu Mecão!!! Por que tem que ser sempre assim?? É mais saboroso? Mas é mais doloroso...
Se as palavras aqui tivessem som soariam roucas e, talvez, balbuciadas pelas cervejas. Mas sempre cheias de emoções inexplicáveis, que só o futebol proporciona. OBRIGADO, MEU DEUS!!! Minha paixão se renova e, enfim, posso gritar aos 4 cantos que estou feliz, por que é inexplicável a sensação de torcer, mesmo que seja para mais uma bandeira vermelha, esta do futebol alienante, do futebol apaixonante!
Escrito por Matheus Mata às 23h54
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De Maringoni - Retirado de www.agenciacartamaior.com.br
Luta cotidiana de quem pega ônibus lotados, espera mais de 30 minutos por um coletivo e faz suas "viagens" aos destinos. Pouca visibilidade, ou nenhuma, a mídia de massa dá aos esquecidos da periferia. Bastou os ricos e classe média terem atrasos nos vôos... MEU DEUS!!! Não aguentava mais todos os telejornais, durante quase todo o tempo no ar, falando sobre a "crise nos aeroportos". E nós, verdadeiros sofredores, não um fim de semana prolongado, mais todos os dias, sendo bombardeados com algo tão mesquinho. E teve gente que ficou com pena daqueles coitadinhos que iriam voar... sofrimento é depender do caótico transporte público brasileiro, no dia-a-dia das periferias.
Escrito por Matheus Mata às 12h32
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Desigualdade rima com hipocrisia
Sonho um dia, todos, sem exceção, todos possam tudo. Todos sejam livres de verdade! Onde todos os homens possam ir à praia para curtir o Sol e o Mar. Onde todos nós teremos direito à saúde com os impostos que pagamos... mas aquela saúde de qualidade. Todos nós temos direito à educação de primeira, e através dela possamos conhecer o mundo, até mesmo sem sair de casa. Um mundo em que o direito de ir e vir não seja um discurso vazio, onde as empresas de transporte sejam um meio para isso, e não um fim. Sonho com um mundo onde nossos representantes sejam “nossos” de verdade, e não de meia dúzia de empresários. Sonho com todos os habitantes do mundo com um teto sob o qual possam dormir em paz. Também com terras para todos que tenham o campo como moradia, aqueles que plantam para o próprio sustento ou para o sustento da cidade. Não terras para devastação e concentração de terras – maldita agro-indústria – ou mesmo para alimentar gado e dar fome aos humanos. Vislumbro todos se abraçando em um estádio de futebol, onde todos são felizes, ou curtindo um show de Chico César, onde todos são felizardos. Não quero nada além da justiça, nada além da igualdade. Liberdade de verdade para todos, não só para ricos. Fraternidade que traga de volta os valores de Cristo e Che Guevara. Irmãos... só se quisermos. Até quando desigualdade? Até quando viveremos fingindo que não precisamos um do outro? SOCIEDADE HUMANA.... hoje dorme, amanhã quem sabe?
 
Escrito por Matheus Mata às 00h30
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VIOLÊNCIA - PARTE II
A segunda parte se inicia com a própria televisão, enchendo nossas telas com sangue nos “Linha Direta”, “Brasil urgente”, “Aqui e Agora”, etc. Isso tudo para mostrar que o mal está vencendo (segundo um grande professor meu de vida). A mesma TV que promove campanha contra paz tenta a todo instante traduzir as mortes do oriente médio em números frios, fazendo com que “aquelas distantes mortes sejam normais no mundo”. Não, não são! Ela mesma, transmite guerras como se fosse um mega-show dos Rolling Stones na areia de Copacabana, ela mesma que mostra o forte poderio de Israel, suas tecnologias, seus muros, mas não vai para o lado palestino mostrar o estrago causado por tudo isso, o que acontece às famílias. Apenas apresenta números!
Nos transformamos em pedras ao ver a Medusa eletroeletrônica. Só nos emocionamos com as telenovelas, essas que são tão inocentes! Essas mesmo, nas quais o mal vence durante toda a novela para ter o seu castigo no final. Até lá, todas as maldades são premiadas com êxito. Assassinatos de familiares, roubos, tramas e tudo mais de ruim estão todos os dias criando nossas crianças e educando nossos adolescentes, ou vocês acreditam que as escolas o fazem? A telenovela se traveste de entretenimento para nos educar mal. Assim como os programas de auditório em que brigas e problemas de famílias nos são trazidos para um julgamento próprio, onde muitas vezes a chacota e a baixaria não deixa que reflitam algo. Os problemas dos outros estão ali, nos servem para gastar o tempo da tarde, e os da nossa própria casa são jogados para baixo do tapete, “que diálogo que nada, vou assistir à TV agora!”
Suzanne Ricthofen??? Assassina, cruel... matou os próprios pais!!!! Lembrem que existem muitas pessoas fracas, com problemas psicológicos, problemas que não são resolvidos em casa e quem nos dá o exemplo é a TV. A maioria das pessoas, a grande maioria, é gente de bem, coração bom. O ser humano não é “ruim por natureza”, se fosse não nos revoltaríamos com o caso de Suzanne. O que temos que nos preocupar é que este caso continue sendo exceção, e cada vez mais raro. Mas com essa campanha de maldade que nos fazem assistir a todo momento fico preocupado. Quando acordaremos? Não sei, mas acredito no ser humano, profundamente! Pois é isso que faz sorrir durante os meus dias.
Escrito por Matheus Mata às 17h42
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MANOBRA DE BARBEIRO
Antes da continuidade do assunto anterior, uma necessária análise da corrida presidencial.
Lula perdeu a chance de vencer a eleição no 1º turno por culpa própria. Não ter ido ao debate foi uma manobra burra. Primeiro porque, por mais que as acusações tomassem conta do debate, ele teria vários direitos de resposta, depois, porque poderia usar o ataque para dizer ao povo que estava ali para discutir programa de governo, e não acusações vazias. Além disso, qualquer estudante secundarista ou universitário que participe de movimentos políticos sabem que 2 minutos não são suficientes para falar tudo, para colocar argumentos “fatais” para qualquer oponente. A manobra mais burra foi essa, não a da compra do dossiê, que permitiu a Lula até crescer na última pesquisa antes do debate, mas o povo não tolerou a covarde ausência no debate, o quase atestado de culpa do Presidente. Se não tinha como se defender não merecia vencer no 1º turno, se havia, deveria ter ido e mostrado coragem e inteligência frente aos seus eleitores. Não sei como será a eleição daqui para frente, mas Lula perdeu grande chance de liquidar essa eleição, confiante que estava em vencer no primeiro turno fez uma manobra burra e covarde. Pagará por isso. Só não espero que ele perca a eleição e o povo brasileiro perca o rumo, que é o que acontecerá com uma vitória de Alckimin. Manobra de barbeiro em uma eleição ganha, meu Deus, que esquerda obtusa!!!!
Escrito por Matheus Mata às 22h12
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VIOLÊNCIA - PARTE I
Violência. Palavra na moda, principalmente neste período eleitoral. Nos últimos anos essa se tornou uma das maiores preocupações do brasileiro. Há algum tempo vemos mobilizações em diferentes locais do país em favor da paz, campanhas televisivas e um sentimento de que o país e o mundo precisam de paz. Ao ver tudo isso me pergunto, então, por que a violência aumenta, se tanta gente prega a paz?
Tenho pensado muito sobre isso e observado possíveis explicações para que a violência continue aumentando, a despeito da mobilização de boa parte da população em busca de paz. Primeiro e mais fundamental: a desigualdade social se aprofunda dia-a-dia. A mesma televisão que prega a paz reproduz em sua programação que é preciso TER para ser alguém. Que o bem-estar depende fundamentalmente do quanto de bens você pode adquirir. Mansões, carros de luxo, viagens ao exterior, jet ski, tênis da moda, etc. Isso, definitivamente, não condiz com a realidade da imensa maioria do povo brasileiro. Para os mais fracos (aqueles semi-analfabetos engessados pela educação pública e que não vêem saída para sua situação, tão abaixo do almejado na tela da TV) o meio mais fácil para obter um modo de vida abastado nem sempre é o mais correto.
Depois de tudo isso, aqueles que incutiram esses valores e desejos na cabeça do pobre se perguntam como haverá paz no Brasil, lançam campanhas, classe média na rua, mas ir a fundo nas questões que levam a essa situação não dá IBOPE, e nem deveria dar, não é verdade?
Essa é a parte não-emocional dos argumentos. Veja Parte dois em breve.
Escrito por Matheus Mata às 16h10
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